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Moradora de SC viaja mais de 1.300 km para reencontrar cachorro desaparecido em MG: ‘Tudo valeu a pena’

Ruth Selena Melendez Ruiz pôde voltar aliviada para o município de Alfredo Wagner, no interior de Santa Catarina, a cerca de 1.350 km de Uberlândia, onde estava desde o dia 6 de maio. Ela chegou à maior cidade do Triângulo Mineiro com uma missão: procurar Charlie, o cachorro de estimação que ela não via desde 2019.

Tudo começou em 2016. Ruth, que é uruguaia, morava em Uberlândia na época, onde decidiu adotar um cachorro em uma feirinha. Porém, em 2018, ela teve que voltar para o Uruguai e deixou Charlie com a filha na cidade mineira.

“Em 2020, minha filha deixou ele em uma casa, pois teve que viajar. E dessa casa o Charlie fugiu. Eu não sabia que ele estava nessa casa, fiquei esperando todo o ano de 2020, mas minha filha apareceu em janeiro sem o cachorro e com a notícia que tinha o deixado em uma casa e que ele tinha fugido”, lembrou.

Ao saber da notícia, ela logo iniciou as buscas pelo pet. Primeiro, com as pessoas que moravam na casa que Charlie fugiu, que eram parentes próximos de Ruth. Depois, as buscas partiram para as redes sociais.

“Eu mandei o Caetano, meu filho, para negociar com as pessoas que supostamente estavam com o cachorro, mas ele não avançava nas negociações. Então, eu decidi eu mesma ir procurá-lo”, contou.

Viagem de busca

Cartaz de procura de Charlie que Ruth Selena Melendez Ruiz espalhou por Uberlândia — Foto: Reprodução/ TV Integração

Cartaz de procura de Charlie que Ruth Selena Melendez Ruiz espalhou por Uberlândia — Foto: Reprodução/ TV Integração

Para poder encontrar Charlie, Ruth voltou a Uberlândia e ficou hospedada no apartamento de Francinete Silva Dias, uma desconhecida que, comovida com a história, alugou um dos quartos para que a uruguaia pudesse ficar durante as buscas pelo animal.

“Eu me disponibilizei, saía com ela para ir onde ela quisesse ir para ver se encontrava o Charlie, pois eu conheço tudo em Uberlândia, e ela, nada”, comentou Francinete.

Ainda segundo Franciente, primeira vez que saíram para procurar o cachorro foi próximo ao distrito de Miraporanga, pois ficaram sabendo que ele estava em uma casa das Chácaras Douradinho. “Então, fomos para lá e distribuímos cartazes procurando por ele”, contou.

Ruth então foi seguindo as pistas na busca pelo animal até chegar a quem estava com eles. “A única coisa que eu tinha mesmo era medo, pois me falaram coisas diferentes. Quando comecei a procurar, me disseram que ele estava morto; depois, fiquei sabendo que ele estava na rua, que tinha fugido; depois que tinha sido resgatado e as pessoas que estavam com ele não queriam falar onde que estavam”.

Por causa da preocupação, além dos cartazes, ela chegou até a colocar um carro de som para rodar na rua, anunciando a procura pelo animal.

Negociação

Momento em que Ruth reencontra Charlie em Uberlândia — Foto: Reprodução/ TV Integração

Momento em que Ruth reencontra Charlie em Uberlândia — Foto: Reprodução/ TV Integração

Após cinco dias seguindo pistas, Ruth finalmente encontrou a família que estava com Charlie em uma casa das Chácaras Douradinho. Como nos cartazes que ela havia distribuído tinha recompensa, quem estava com o cão não quis entregá-lo de graça e cobrou os R$ 1.200.

Para recuperar o cãozinho de estimação, Ruth teve que gastar as economias, porém, não se arrepende. Mesmo separados desde 2019, o tempo não fez com que o amor entre os dois diminuísse.

“Eu realmente, do fundo do meu coração, achei que não iria encontrá-lo. Foi muito sofrido sabe, mas eu estou muito feliz, pois todo o tempo que tiver, vou dar para ele o melhor”, completou.

Volta para a casa

Ruth e Charlie dentro de carro pronto para voltarem para Santa Catarina — Foto: Reprodução/ TV Integração

Ruth e Charlie dentro de carro pronto para voltarem para Santa Catarina — Foto: Reprodução/ TV Integração

Depois de ser encontrado pela dona, Charlie foi levado para a casa de uma cuidadora de animais voluntária. Ruth foi visitá-lo todos os dias para matar a saudade.

Para voltar para Santa Catarina, o cachorro não pôde ir no ônibus, devido ao peso e tamanho. Então, ele a tutora enfrentaram, no dia 17 de maio, mais de 1.300 km do caminho de volta para casa pegando três caronas diferentes, em viagens compartilhadas e agendadas por aplicativos.

“Eu estou sentindo muita felicidade, pois eu tinha medo de não encontrar meu cachorro, que ele tivesse morrido, mas isso não aconteceu. Agora estou indo com ele, que minha missão era essa. Valeu a pena. Estou bem feliz”, finalizou.

Fonte: G1

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